Fundos de pensão: começou a quebradeira

Primeiro foi o rombo da Petros: beneficiários aposentados da Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros) e os participantes ativos terão de pagar parcelas extras de R$ 236 a R$ 3,6 mil mensais como parte do plano para equacionar o rombo do fundo de pensão da Petrobras.  E, agora, um outro rombo: a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), vinculada ao Ministério da Fazenda, decretou intervenção no deficitário fundo de pensão dos funcionários dos Correios por um prazo de 180 dias, de acordo com portaria publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União.

O Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos (Postalis) é um dos maiores fundos de pensão do Brasil em número de participantes e registrou sucessivos déficits a partir de 2011, após fazer apostas equivocadas de investimento. O fundo tinha até o fim de julho patrimônio de 10,2 bilhões de reais.

Segundo a autarquia, a intervenção foi decretada “em especial, por descumprimento de normas relacionadas à contabilização de reservas técnicas e aplicação de recursos”.

Representantes do Postalis não comentaram o assunto de imediato.

Até o final de julho, o Postalis tinha 155.400 membros contribuintes, segundo boletim da instituição. A rentabilidade acumulada até julho deste ano no plano BD era de 2,44 por cento ante uma meta de 4,38 por cento. Já o plano PostalPrev registrava rentabilidade de 5,22 por cento ante meta de 4,47 por cento.

Fonte: G1 e Reuters